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80 – 13 Reasons Why (Temporada 1)

Canal42 80

“Não deixem que mude quem você é, não deixem que coloquem um rótulo na sua vida, não seja um reflexo no espelho, seja o reflexo da sua alma”.

Jurandir FilhoBruno CostaRicardo Rente, Ana Paula Fernandes e Carolina Munhóz conversaram sobre a primeira temporada de 13 Reasons Why. A série é irresponsável como alguns críticos afirmam? Quais os erros e acertos da primeira temporada? O que esperar de uma segunda temporada? O que a série influenciará na discussão sobre assuntos tão delicados?

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Comentários

  • Gleisson Cleberson

    eu gostei muito da serie, tenho esses pensamentos de acabar com a minha vida desde de 2013, larguei dois anos o colegio pq nao conseguia conviver com pessoas, nao sofria bullying, mas era um wallflower, mas depois de ver essa serie, meio que sem querer comecei a querer viver, o suicidio da hannah incentiva tanto uma pessoa a fazer algo quanto um jogo ou um filme violento, não é uma serie que vai colocar isso na cabeça de uma pessoa e por ultimo, a serie bem q poderia ser os 9 ou 8 porquês.

    • The Dude

      Força Gleisson, antes de pensar em fazer algo desse tipo, procure ajuda. Viver é sempre a melhor saída, abraço!

    • Ítalo Dos A. Santos

      Cara te intendo perfeitamente.. e com certeza vc tomou a melhor decisão de n cometer o suicídio.. Eu sempre quando olho para minha família.. sei que tomei a decisão correta.

  • Ítalo Dos A. Santos

    Eu gostei dá série.. não a melhor coisa dá Netflix, mas ela cumpre seu papel. Achei atuações olá. Principalmente dá atriz que faz a Hanna, clay é o Bryce.. Não achei em nenhum momento que a série romantizou o suicídio mas o que me incomodou foi a Hanna. Achei ela em muitos momentos boba.. é o fato dela nao deixar uma msg para os pais deixou tudo inreal pra mim.Nao a cena do suicídio, mas qualquer vítima de suicidio deixa uma msg para os entes queridos.. Tipo não tem explicação.. e outra coisa o fato dela ter deixado ponta solta.. achei tudo pior ainda.. tipo porque.. a Hanna ainda tem mais 13fitas

    Resumindo acho a série necessária..acho a mensagem importante , e achei que tudo foi tratado com extremo respeito..

    Adorei o cast é o Ricardo é foda, apesar de ser o hate acho ele extremamente necessario.. E por favor chamem denovo a Ana Paula adorei os posicionamentos dá série .. e fiquei surpreso de descobrir que ela é minha conterrânea de salvador..

  • Daisy GaBriel Maverick

    Cast Simplesmente Sensacional , em termos de discussão um dos melhores do Canal 42 , Podcast de alto nível , é impressionante , trilha sonora Fantástica , músicas que casam o ritmo do papo , edição tbm mt boa ! Só achei q o Ricardo foi mt brutal com a nota , mas em questão de opiniões eu concordo com mt coisas acho q todos foram mt felizes em suas opiniões , acho que 3 ou 3,5 é justo e é a média que ficou no programa !
    Comecei a assistir Easy e Master Of None por causa de vocês e penso seriamente em ver Entourage e The Office de tanto que o Jurandir fala !

    • Antonio Junior

      vê mano. vc n vai se arrepender.

    • The Dude

      Entourage é sensacional!

  • #joaoaraujo

    Eu ja passei pelo os dois lados ja fiz e sofri bullyng , n me orgulho disso e me sinto mau quando me lembro, tenho 16 anos e quanto mais eu amadoreço e me lembo q sofri ate violencia fisica ,um dia levei um cuecao q ragou minha cueca e quem sofre sabe q no brasil denuciar quase sempre n fuciona e eu n era o alvo principal e um ano depois eu (descupe o termo) fudia com a vida de um garoto da minha turma batia e fazia agrecao fisica e n pessibia q podia acabar com uma vida e hj ja pedir disculpa e entendo ele n me perdoar 100% e nem deve , por isso eu n culpo 100% quem faz . Otimo cast e n me sinto muinto avontade de falar tudo mesmo q seria um livro , por isso eu so espero melhorar mais como pessoa e n acabar com a vida de ninguem .
    deculpa os erros de gramatica mais queria desabafar um pouco vlw e lembrando mt emocionante o cast .

  • Andrew Gimaraynsh

    Eu gosto pra caramba desse podcast, mas ele ta muito SJW!

  • deathplayer

    Cast sensacional, concordei totalmente com a opinião do Ricardo , o problema da Hanna era buscar o tempo todo a aceitação de pessoas desprezíveis, e o que mais me deixa revoltado e saber que ela acreditava que o mundo da escola é a coisa mais importante,mas que na realidade não é , é um momento passageiro na vida ,ela tive vários problemas com bullyng,e não teve nenhum momento que ela realmente deveria se matar.

  • Guilherme Gaspar Lopes

    Ñ sei se vcs concordam mas achei a direção da cena do estrupo com uma péssima direção, Hannah em momento algum parece tentar lutar contra o estrupo lembrando que a mesma no momento em que estava para ter relações Clay havia tido um surto ao lembrar de td q tinha passado. Ñ estou estou querendo dizer que ela deixou ser estrupada, mas apenas comparando a direção em dois momentos diferentes em que um a personagem demora reagir sendo que nesse ela deseja o homem e no outro ela parece n lutar contra.

    • Jef Barbosa

      Entendo seu ponto de vista @guilhermegasparlopes:disqus

      De início pensei a mesma coisa sobre essa situação, mas depois lendo um pouco mais sobre esses temas e assistindo “Beyond Reasons” que é um mini doc sobre a série, que está disponível na Netflix, eu vi os profissionais da saúde e psicologia dizendo que existem duas formas de uma pessoa encarar um trauma.

      A primeira forma seria reagindo, e realmente não deixando que algo aconteça e lutando com todas as forças. E outro caso, quando há um impacto emocional muito grande, a pessoa simplesmente congelar e não saber como reagir àquela situação.

      Então acredito sim que a Hannah pode simplesmente congelar perante à situação terrível que ela estava enfrentando.

      • Guilherme Gaspar Lopes

        Entendo seu argumento, infelizmente sou leigo no assunto e não posso falar com propriedade, mas baseado no que vc está dizendo mantenho este meu pensamento pois a direção peça em demonstrar a reação da vítima.

        • Jef Barbosa

          “A direção peca em demonstrar a reação da vítima” https://uploads.disquscdn.com/images/69acec2b90f94d9a76dae94b9de47bfbf761e9cbe7aca6fed1ad452dd267a5c8.png

          Você viu a mesma série que eu? E não há reação justamente pelo o que acabei de lhe dizer. A Hannah entrou em estado de choque e congelou.

          Se um close no rosto da personagem, que demonstra estar vazia e sem esperanças, é “pecar na direção”, então eu realmente não sei qual opção resta.

          • Gyselle P. Teixeira Correia Li

            Direção acertou em cheio em mostrar a reação da vítima! A parte em que ela estava com a mão fechada e vai se “soltando”, naquele ponto em que ela desistiu de vez! Cena forte e infelizmente necessária!

  • Excelente episódio do Canal 42, soube discutir todos os pontos de vista à favor e contra, e isso é algo importantíssimo em uma série dessa temática.
    Pessoalmente, gostei bastante da série, mas muitas coisas também me irritaram (algumas das quais foram discutidas no episódio) como o coitadismo da Hannah (muitas vezes causado por ela própria) em boa parte da temporada, a demora do Clay de ouvir todas as fitas, as atitudes de algumas pessoas do grupo querendo esconder as fitas e o estupro, mesmo não tendo feito nada demais (Zach, por exemplo).
    Enfim, parabéns pelo episódio, meus amigos, e sigam criando produtos de qualidade, que nós continuaremos ouvindo.

    Abraços!

  • Filipe Bortoletto

    Treze Reasons Why como diria o bom brasileiro, não gostei apesar do tema ser super atual e importante.

  • Fabio Coelho

    Se existe a reclamação sobre a cena do suicidio não ter uma edição diferente, continuar com música Pop e tudo mais, gostaria de pedir uma coerencia da parte dos podcasters: façam o mesmo na sua mídia. Tira a música, para de tocar hallelujah enquanto estão falando de algo pesado.

    Vamos la, o que vocês falam é interessante o bastante pra se segurar sem música. Usar música pop falando de assuntos tão sérios é um modo barato de afetar as emoções dos ouvintes. Vocês são um dos melhores grupos de podcast do Brasil, mas as vezes falta arriscar um pouco nesse sentido, de transformar esses momentos não em um cast de discussão pura, mas em um cast diverso, que vai incorporar elementos de story telling nesses momentos, que vai além de uma conversa gravada com música de fundo. Se alguém consegue fazer isso são vocês. Porque assim, é facil falar que a outra midia ta básica, com narrativa ruim, etc, e nunca trabalhar isso na própria mídia. Porque fica fraco, vazio.

    O povo comenta que a música encaixou nos momentos e no ritmo, maravilha! Mas então não critiquem uma série por fazer o mesmo, usando música que toca as cordas certas em muita gente pra um momento de emoção barata. Funciona, e vocês sabem disso.

    • Bruno Costa

      Fabio, li o seu comentário e acredito que uma resposta se faz necessária e justa por nossa parte. A sua crítica não leva em conta o fato de você estar analisando duas mídias diferentes. A série existe o recurso do visual, o silêncio também é uma forma de narrativa poderosa, afinal o visual está contando a história. Existem filmes que fazem isso de forma brilhante, Polanski fazia muito bem isso, entre outros diretores. A supressão da trilha, de elementos sonoros como foley, entre outros para maximizar e potencializar o drama do visual.
      Aqui nós usamos a música com esse mesmo propósito, muitas vezes – se você perceber – ela fica mais alta um pouco ou mais baixa, e isso dá a tecitura dramática de reforço na argumentação proposta ao tema. É a nossa possibilidade – sem dúvidas, de criar a empatia e emoção, já que no podcast não possuímos o recurso visual para enfatizar isso.
      Caso deixássemos sem o som de BG, muitas pessoas poderiam acusar como um erro de nossa parte e não entender a proposta em si, principalmente se tratando de um público tão diverso. Agora perceba, usamos o recurso dos audios reais, de pessoas que passaram por situações complexas e suas opiniões sobre a série, ali sim o audio é cru, é exatamente como a pessoa nos enviou, para dar esse tom narrativo de realidade x opinião e tornar o cast mais interessante para quem ouve.
      Obrigado pelos elogios, espero que entenda que no mundo do podcast temos que pensar em vários fatores para criar o nosso “roteiro emocional” do cast.
      Grande abraço,

      • Fabio Coelho

        Obrigado pela resposta, mas queria rebater com um ultimo ponto. Ja ouviu Hardcore History? Ou Hello Internet? Dois podcasts com propostas muito diferentes uma da outra que não usam música nenhuma praticamente. Essa coisa de realidade x opiniao é um ponto a ser discutido. Do mesmo modo como o audio é uma anedota, a experiencia do podcaster tambem é. Da pra fazer diferente e ser mais coerente, se o argumento for mais pro lado de “é mais facil emocionar com musica” ok, mas o argumento foi mais pro lado de “é errado usar musica, banaliza”. Não, não banaliza, cria uma ligacao com a audiencia, re-significa aquela música, que agora carrega um simbolo diferente na mente da audiencia. A cena afeta a musica tanto quanto a musica afeta a cena. Não ouvi muitos, mas audio livros tambem não usam musica para entregar os efeitos, e radio novelas tambem não. Falta essa experimentacao, ser influenciado por podcasts de outras culturas e trazer o que há de bom neles pros brasileiros. Mas claro, isso é só a opiniao de um ouvinte, que espero ter sido construtiva.

        • Bruno Costa

          Fabio, ai depende da proposta narrativa de cada produto. E isso depende de uma série de fatores, desde artísticos até mercadológicos, eu entendo seu ponto d evista e sou a favor da experimentação e renovação sempre, com ideias novas e novos conceitos. Estamos no caminho, o cast sempre está buscando novas formas de se construir e render para os ouvintes. Vamos anotar sua sugestão e tentar seguir no caminho de evolução. Obrigado pelo comentário.

  • Bruno Santos

    Podcast maravilhoso, agora me desculpem mais o problema do Ricardo é ele mesmo, ele mesmo com suas opiniões vagas e sem nexo algum lhe botam em um alvo pra criticas e depois sua vitimização faz aumentar mais ainda isso, parece muito que ele acha que o mundo gira só ao redor dele, pois ele nunca se coloca em contexto com o que as obras se propõe ou expõe.

    • jardel

      Eu até gosto de alguns pontos de vista do Ricardo em algumas series e filmes q ele comenta , muitas vezes ele é um bom contraponto, mas neste podcast ele deu muitos foras e achei ele bem deslocado e como o Bruno Costa até falou , o ricardo se contradizia em alguns momentos, mas episodio importantissimo e gostei muito da Carol participando , facil um dos , senao o melhor episodio deste podcast.

    • Bruno Facundes

      O que ele falou, tecnicamente, tem muito sentido.

      A experiência dele com bullying é que foi diferente das outras pessoas que relataram o mesmo no cast. Por isso, pessoalmente, ele esperava outro rumo na história. No ponto de vista dele faz sim sentido.

      Não acho que obrigatório ter sempre alguém do contra, mas acho que o Ricardo teve a opinião dele sobre a série e acho válida – embora não concorde com alguns pontos.

      Acho que você pode não concordar com uma opinião, mas classificar como sem nexo é um pouco demais, não acha?

    • Luis Fernando Mendes

      algumas coisas eu concordo com ele, mas pelo menos ele não foi igual ao Pablo Vilaça, que sequer aprofundou se na serie, viu ela como qualquer outra e tentou dar um péssima critica sem a maior relevância.

    • Kaio H. Basso

      Quando ele reclamou que a 1ª temp. seria só sobre a morte de um personagem ele forçou mt a barra msm, se for pensar desse jeito a 1ª temp. de Game of Thrones é um lixo, e as 5 temp. de Breaking Bad tbm.

  • SubZylok

    O que eu mais admiro no Podcast de vcs são os diferentes pontos de vista. Nunca se vê algo unânime, ou alguém dono da verdade. Achei que isso foi multiplicado nessa edição pela presença das meninas, o que deixou a experiência mais rica. Caras como o Ricardo são essenciais em qualquer PodCast, mas infelizmente alguns que escutam veem isso de uma maneira ofensiva e não colaborativa, o que é uma pena.

    • Melhor comentario Ever!
      Devia estar fixo pros haters verem!!!! hahahahaha

      Abçs!!!

  • Louise

    Carolina, não é primeira vez que o tema suicídio é retratado no audio visual voltado ao público jovem, vide As virgens suicidas, Garota interrompida, The Chumscrubber, Se enlouquecer não se apaixone, As vantagens de ser Invisível, Skins, entre tantos outros exemplos que eu não me recordo no momento.

  • Leonardo Carvalho

    Pra min a série é muito boa e levanta discussões importantes. Mas existem pontos do roteiro que de certa forma tratam o suicídio de maneira irresponsável.

    Sobre Bruno e Carol afirmarem que TODOS devem assistir a série que a série é para todos, NÃO, a série não é para todos, nem todos devem assistir.

    Já vivi episódios de depressão e tive nesses períodos pensamentos suicidas. Recomendar a série a todos é irresponsável. Existem diversos graus de depressão, generalizar e dizer que só porque você teve uma experiência boa e de superação, não significa que todos têm essa mesma percepção.

    A série em vários momentos me incomodou e trouce de volta coisas que vivi no passado, hoje não sei se foi uma escolha acertada em ver a série.

    Concordo em muito com a opinião do Ricardo. Vejo pessoas exaltando e aplaudindo a série, são em sua maioria pessoas que nunca passaram por depressão e tiveram pensamentos suicidas, tornar a série um ícone pop, como está sendo feito, é sim glamorizar o suicídio.

  • Leonardo Carvalho

    Pra min a série é muito boa e levanta discussões importantes. Mas existem pontos do roteiro que de certa forma tratam o suicídio de maneira irresponsável.

    Sobre Bruno e Carol afirmarem que TODOS devem assistir a série que a série é para todos, NÃO, a série não é para todos, nem todos devem assistir.

    Já vivi episódios de depressão e tive nesses períodos pensamentos suicidas. Recomendar a série a todos é irresponsável. Existem diversos graus de depressão, generalizar e dizer que só porque você teve uma experiência boa e de superação, não significa que todos têm essa mesma percepção.

    A série em vários momentos me incomodou e trouce de volta coisas que vivi no passado, hoje não sei se foi uma escolha acertada em ver a série.

    Concordo em muito com a opinião do Ricardo. Vejo pessoas exaltando e aplaudindo a série, são em sua maioria pessoas que nunca passaram por depressão e tiveram pensamentos suicidas, tornar a série um ícone pop, como está sendo feito, é sim glamorizar o suicídio.

  • Felipe Fernandes

    Sou fã do trabalho de vcs de longa data. Mas esse programa superou todos os outros: Formato diferente, muito bem montado, com intervenções de especialistas, opiniões contrárias e favoráveis a série. Isso ajuda todos nós amantes do programa a entender melhor a discussão e construir mutuamente com vcs! Tragam as meninas mais vezes, sinto falta de uma voz feminina. Um grande abraço e sucesso! – Felipe Fernandes, de São Paulo capital

  • Filipe Bortoletto

    O simples fato de você não querer jogar futebol nas aulas de educação física era motivo de preconceito durante a escola, partindo principalmente do professor. Eu tive sorte de nas séries finais ter entrado uma professora de educação física que meio que me protegia de tudo aquilo não me obrigava a jogar futsal com os outros meninos como o outro professor obrigava sob a acusação de “você é piá (menino) TEM QUE JOGAR!”

  • Edson de Freitas

    Ótimo Cast, e eu concordo muito com o Ricardo é difícil questionar a cena do estrupo, sem parecer justificar ou culpabilizar a vitima, mas em nenhum momento mostra a Hannah tentando se auto preservar.
    Em ocasiões anteriores o Justin, Marcus, Zach e Bryce, já havia agredido ela, e ela vai numa festa do estuprador é incoerência no roteiro ou na realidade.
    Toda mulher tem o direito de ir e vir, como quiser, e não tem que sofrer nenhuma por isso.
    Achei chato da parte da Carol, justificar coisas da serie, pq ela passou quase a mesma coisas que a Hannah, não passou e ninguém passou, todos temos experiencias únicas e reagimos de forma unica.

    • Bruno Facundes

      Se fosse uma série comum sem o compromisso social que essa diz ter, acho que passaria até batido a “lição de moral” que o Ricardo cobra em certa parte.

      O problema é que ela veio com essa carga pesada de importância e, no final das contas, mostrou que uma pessoa do bem se suicidou por conta de vários babacas que saíram, até aqui, impunes. Concordo demais com o Ricardo.

      Acho que a Carol se sensibilizou demais com o tema por ter uma relação mais próxima com a história e fez uma análise mais emocional.

      Excelente cast, sem dúvidas.

    • Edgar Felix

      Concordo, não quero parecer machista, longe de mim isso, mas se eu sou violentado de qualquer forma, seja com agressões física, sexual, verbal ou qualquer outra, eu vou tentar me isolar o máximo do meu agressor. Como apontando no podcast, que as vezes a vítima se sente culpada quando são violentadas por parentes ou algo do tipo, por se tratar de um adolescente que ainda não tem sua plena formação como indivíduo; acredito que isso se mantém de alguma forma num caso de agressão familiar/domiciliar. Pelo que ainda me aponta os casos que conheço, pessoas agredidas tendem a formar um tipo de fobia do lugar, situação e da pessoa agressora. Ou seja, gostei muito da série, mas acho que a atitude da Hanna não condiz muito com a realidade de pessoas violentadas em casos parecidos com o dela. Mas acho que foi uma forma que o escritor resolveu contar para adicionar esse tipo de Tabú à discursão desse horrível fato.

  • Tiago Souza

    Debate de altíssimo nível!

    p.s. Ricardo, adorei a referência a “Brrap Brrap Pew Pew”.

  • Rogério Porto Ribeiro

    Sobre o trecho que começa por volta dos 50 minutos e se estende até 1 hora mais ou menos

    Acho complicada a forma que o Bruno começa o comentário dele, citando a religião dele (cristã, católico, no caso), acho que faltou um pouco de sensibilidade quando ele trouxe mais uma vez a questão da culpa para o debate sobre o suicídio, se faz necessário entender que muitas dessas pessoas que padecem do ideário suicida são cristãs também, então, além de conviver com essa vontade de tirar a própria vida, elas têm que se sentir culpadas o tempo todo por isso. Destaco que o ideário suicida, na maioria das vezes, é uma consequência de uma doença de cunho psicológico, ninguém culpa uma pessoa por ela ter morrido de câncer, por exemplo, então por que culpar um suicida nesses casos? Porque a maiorias das pessoas só entendem que determinadas doenças ferem alguém se ela (a doença) marca a carne, o físico do doente. Se faz necessário entender que as marcas na mente podem ter consequência tão profundas (ou até mais profundas) quanto as marcas físicas. Então eu peço, não tratem o suicídio como uma decisão que a pessoa toma de plena posse das suas faculdades mentais, como um pecado que ela cometeu contra si mesma e a sociedade, entendam que alguém que comete suicídio em decorrência de uma doença de cunho psicológico é uma vítima que padeceu perante um mal tão palpável quanto um câncer, um infarto, uma pneumonia. Bruno, eu te convido a refletir sobre a maneira que você colocou o suicídio como abominação. Eu entendo que o suicídio é pecado pelo fato de, além da pessoa ter tirado uma vida, ela tirou de si própria o maior presente que Deus lhe deu, mas não acho que o suicídio, no contexto abordado pelo programa, se encaixe nisso, entende?

  • Rogério Porto Ribeiro

    Outro problema é a questão do Bruno e da outra participante (se você ler isso, desculpa, não consegui identificar quem foi), aconselhar as pessoas a verem o programa apesar dos gatilhos. Acho que nesses casos o melhor é identificar esses gatilhos e deixar cada um decidir se vai enfrentar essas questões ou não quando elas se sentirem prontas, vocês estão sendo unilaterais ao colocar como “obrigatório” esse debate por parte de quem sofreu com o abuso e a agressão. Concordei com a posição do Ricardo nesse debate.

    A participante em questão (desculpa, de novo) ainda coloca a questão de ver além da situação ruim, ver a situação boa e ver o quão foda ela (qualquer pessoa que passou por abusos) é pelas coisas que ela enfrentou e pelas coisas que ela fez pra mudar a situação e seguir em frente. Isso é interessante, mas ingênuo, pois não leva em conta que essa pessoa pode estar na verdade se sentindo um lixo porque nunca conseguiu fazer nada para ir contra as situações pelas quais ela passou e isso pode fazer ela se sentir ainda pior e pensar “poxa…e eu sou tão merda que eu nem fiz nada”, acho que mais uma vez isso pode trazer culpa para pessoas que só precisam ser acolhidas. Se elas passaram por abusos e não tiveram condições de fazer nada, elas não devem se sentir menos por causa disso, elas precisam de compreensão e acolhimento.

    • Bruno Facundes

      Concordo contigo. Essa questão de assistir a série como ajuda aos problemas é totalmente interpretativa. Cada um vai lidar com o que é abordado de uma maneira. Não dá pra generalizar como eles falaram.

  • Paloma R F

    Adorei o programa. Maratonei essa série em 2 dias e um fato que me incomodou demais foi justamente a falta de comunicação dos adolescentes com os pais, a mãe do Clay é a única que tenta conversar com ele, mas ele torna isso impossível. Também fiquei incomodada com a falta de solução que a série dá pra quem tenta o suicídio, e achei que a série não deixou muito claro o sofrimento da Hannah.

    • Roger de Assis

      Exatamente, pra mim a relação problemática dela com os pais seria um motivo muito mais sério que os outros, o que acontece com a maioria dos jovens na série, no caso, não temos apenas 13 motivos…

      • Paloma R F

        adolescente costuma ser dificil, mas todos? Achei triste que nenhum tinha uma confiança de contar aos pais seus problemas, achei falho.

        • Paulo Machado

          As famílias americanas estão assim, infelizmente. A grande maioria inclusive…
          Acho que as ‘falhas de roteiro’ que todos estão citando, são coisas que tornarm os personagens menos “personagens” e mais ‘pessoas próximas da realidade’.

  • Moisés Benicio

    Pra mim, a série desde o início é direcionada aos ‘Porques’. Está no título. Apesar de concordar com muitos pontos errados que vocês apontaram em relação a Hannah, não me incomodaram, porque são os ‘Porques’ que importam. A mensagem pra mim é: não seja nenhum ‘Porque’. Não faça igual a nenhum deles. Nem o mais ‘bobo’, muito menos o mais grave dos ‘Porques’. Você não sabe como a outra pessoa irá reagir. Veja que horrível o que aconteceu com Hannah. Não seja um ‘Porque’.

    O maior erro da série, pra mim, foi deixar as pontas soltas para uma segunda temporada. Com isso, inevitavelmente, surgiram as interpretações de que isso foi uma vingança. E tenderá a aumentar na proxima temporada. Totalmente desnecessária, ao meu ver.

  • Schmidtera

    A série tem muitos problemas….um monte de defeitos no roteiro, no tempo, na trama etc etc… Mas é uma boa série, pois ela permite multiplas interpretações pelas mais diversas personalidades e experiências de vida!! A série vai além de uma ser uma série, mostra as cagadas da vida como são na vida!!

  • Arthur Gonçalves

    Alguem poderia me dizer o nome do documentario da Netflix que o Ricardo citou no cast?

  • Bruno Facundes

    Primeiro, como o podcast enriquece com a presença de mulheres. Os comentários das garotas me abriram os olhos para vários pontos importantes. Obrigado por isso, meninas.

    Segundo, acho que o Juras resumiu muito bem: a série é mais importante do que boa.

    Pra não chover no molhado, vou focar no que não gostei:

    1. Existiam mesmo 13 motivos para o suicídio?

    Não vi ninguém comentar. Mas a sensação que tive é que ela só pensou em suicidar, o que é muito compreensível, após o estupro. Sendo assim, esse seria o motivo pra se matar e não os outros 12.

    2. Personagens sem profundidade.

    Alguém entendeu qual o papel do Tony na história? Porque o Tyler sofre tanto bullying? O fato do pai do Clay ser tão desinteressado na família influencia no comportamento do filho? Porque existe aquele valentão que espanca o Alex?

    3. Tramas mal desenvolvidas.

    Qual a importância da mãe do Clay trabalhar no caso do suicídio? Qual a importância dos Bakers estarem mal financeiramente mesmo? Pra quê mostrar a família do inspetor?

    • Kaio H. Basso

      Vou responder pela visão que eu tive, lendo o livro e assistindo a série.

      1 – na série não deixa muito claro a vontade de suicídio dela, no livro a personagem Courtney, só se aproxima da Hannah pq percebe que ela não tá bem, e mesmo dps de tudo a Hannah se “revigora” quando corta o cabelo, mas ai dps só piora com o estrupo.

      2 – essa parte concordo com vc, o livro é menos desenvolvido ainda, tudo se passa em uma noite, e o Clay só fala com o Tony, e com o Marcus, a série teve de chance de aprofundar isso mas n fez mt bem.

      3 – Os Bakers estavam quebrados pelo supermercado que abriu na cidade(South Park tem um ótimo episódio sobre isso), e no livro nem mostra nada com os pais dos alunos, foi mais uma chance perdida pela netflix de aprofundar isso.

      E sobre oque foi falado no cast sobre romantizar o suicídio, a série fez melhor que o livro na minha opinião, no livro ela toma pilulas, pra morrer sem sentir dor, na série pelo menos mostra uma morte dolorida e todos os prejuízos causados nas pessoas próximas, alem de dar um peso maior ao Clay, já que no livro ele ouve tudo em um dia, no dia seguinte manda as fitas pra próxima pessoa, e já vai atrás da outra menina, a culpa que ele sente dura só algumas horas.

      • Bruno Facundes

        Legal, Kaio.

        Eu acho que o lance da romantização não existe só na cena da suicídio em si, mas, principalmente, na forma da Hanna encontrar no suicídio o alívio para suas dores mas, também, uma forma de se vingar – o que soa como uma justificativa para um ato que ninguém quer que aconteça com ninguém.

        • Kaio H. Basso

          Eu gostei dela ter se matado(nunca achei que escreveria isso), se ela tivesse sobrevivido a série não teria o mesmo peso, e é difícil tirar esse sentimento de vingança, e de alivio da personagem por fazer isso. Dá pra mostrar suicídios de varias maneiras diferentes, mas no contexto da série acho que esse era o único jeito, acho que se a série tivesse mostrado mais sobre as incongruências na historia dela, mostrando outras versões da mesma historia, e tratando a depressão mais como doença, teria funcionado melhor.
          Mas talvez tratando ela como uma louca, ou mentirosa, ou algo do tipo, faria com que pessoas com depressão se sentissem menos a vontade de pedir ajuda pra não passar por ridículo.
          É bem difícil imaginar uma historia que contasse perfeitamente sobre isso, sem nenhum erro, a 2ª temporada já foi anunciada, agr é só esperar pra ver se eles concertam esses erros, ou só pioram.

          • Bruno Facundes

            Pra mim, a cena do suicídio sendo dolorosa de assistir como foi, é um acerto.

            É difícil tirar o sentimento porque ele centro da série. Tanto que tá no título.

            Como disse antes, o problema é o como a série aborda o tema – que eu acho bem questionável.

  • Tiago Farias

    Achei muito interessante a conversa. Concordo com muitas coisas, mas outras discordo totalmente. Com certeza não assistirei essa série, para não ativar fantasmas do meu passado, acho que não é necessário. Mas o que me incomodou um pouco no programa, é essa vilanização que se faz dos homens hoje, colocando SOMENTE as mulheres como vítimas.
    Vou contar uma história para vocês, algo que nunca falei antes, que é algo que guardo pra mim, mas devido a essa conversa, resolvi explanar. Diferentemente do Ricardo, nunca fui chamado de gay, também não sofri bullying (na época nem existia essa palavra) pela cor da pele, pois sou caucasiano, ou por ser pobre.
    Para os padrões da sociedade, era o jovem exemplar, nunca tinha pego um exame até os 14 anos, jogava razoavelmente futebol, fazia parte da turma dos chamados “malandros” até sétima série, e era um cara que tinha bom relacionamento com todos. Mas tinha um problema que apesar das minhas ditas qualidades, me relegava a segundo plano diante das meninas: o aspecto físico.
    Comecei a perceber que era deixado de lado pelos 12 anos, quando ficava sabendo nas segundas-feiras, em conversa entre os colegas, que havia tinho reunião dançante ou aniversário na casa de uma menina, e apenas eu e mais um colega não havíamos sido convidados, mesmo eu sendo amigo de todo mundo na época.
    Aos 13, onde começa a puberdade para a maioria dos meninos, começaram os meus maiores problemas, pois nessa idade comecei a sentir desejo pelas meninas, e pelos motivos já ditos, quando tentava uma aproximação, elas deixavam esplícito, de formas BEM CLARAS e HUMILHANTES, que não tinham interesse em mim. Nessas listas que as mulheres também faziam, sempre era o primeiro ou o segundo considerado mais feio da turma.
    Sempre prezei pelo respeito pelas pessoas, nunca parti pra violência física, nem nunca ofendi alguém ou fiz bullying com qualquer pessoa. Minha atitude foi de sempre lembrar que não tinha o direito de rir dos defeitos dos outros, porque além de poder machucar as pessoas, eu tinha que lembrar que também tinha meus defeitos, e não gostaria que rissem dos meus
    Mas mesmo tentando ser esse cara legal com todo mundo, isso não tinha nenhum efeito no quesito de atrair as meninas, porque elas faziam questão de rir da minha aparência, mesmo eu não grosso ou mal educado com nenhuma delas. E o que me entristecia, era ver que alguns caras que as tratavam mal, elas namoravam ou ficavam, pois os caras eram considerados os bonitos da turma.
    A coisa só piorou, quando a partir de uma certa idade, comecei a ter muito rubor na face, e que talvez muita gente não saiba, trata-se de uma doença, uma deficiência genética, assim como a depressão. A partir dessa fase começou realmente o inferno na minha vida.
    De repente, aquele cara que sempre foi na dele, que não gostava de aparecer, que nunca humilhou ninguém, virou o centro das atenções, uma coisa que ele nunca quis ser por uma razão que ele não tinha culpa, era um problema genético, que não tinha como se resolver . Era muito complicado para alguém que está na idade de tentar ter sucesso com o sexo oposto, ao invés disso, passar a ser humilhado constantemente por elas.
    O meu rubor, associado a minha timidez e ao meu aspecto físico, basicamente me transformou na piada da sala de aula, me provocavam para me deixar ainda mais ruborizado. Toda vez que tinha que apresentar um trabalho, fazer uma leitura, ou responder alguma questão, ficavam tendo atitudes para me humilhar perante toda a sala.
    E com o passar do tempo, sem eu ter feito nada de mal, resolveram que eu merecia ser ridicularizado por toda minha escola. Nos intervalos das aulas, nas reuniões das turmas, aproveitavam para ficar apontando para mim e se divertindo às minhas custas. Justo eu, que nunca peguei no pé de ninguém, que nunca ri ou fui jocoso com os defeitos dos outros.
    Desesperado por essa situação que estava vivendo, associado ao processo de separação dos meus pais, me fez perder o rumo. Tentava de todas as maneiras que qualquer grupo me aceitasse, para ver se largavam do meu pé. No 1º do segundo grau comecei a tirar notas baixas de propósito, nas festas enchia a cara, comecei a ser mal educado com os professores, todas essas situações que iam contra a minha forma de agir e de pensar, apenas para tentar ser aceito pelo grupo, mas nada adiantava.
    A partir do segundo ano do segundo grau, entrei numa fase muito difícil, me sentia como um animal acuado no meio dos predadores. Não conseguia dormir a noite, de medo de ter que ir para a escola no outro dia, só dormia quando o cansaço me vencia, pelas 5 da manhã, e as seis e meia já tinha que acordar novamente para ir para aula. Deixei a minha barba e meu cabelo crescer o máximo que pude, e passei a usar boné, para que ninguém olhasse para mim, e comecei a tirar notas baixas, mas dessa vez não de propósito, por não conseguir mais focar no estudo, e passei a ser agressivo com as pessoas. Não com violência física, mas com violência verbal, para qualquer um que me dirigisse a palavra, eu já atacava com ofensas, para me defender de qualquer humilhação.
    Eu, que nunca tive comportamento incorreto, passei a ser chamado constantemente pelos orientadores para que eu “tomasse jeito”. Alguns deles querendo insinuar que eu estava me drogando por causa do meu aspecto e do meu comportamento, quando na verdade eu nunca ingeri nenhuma droga, e a última vez que bebi na minha tinha sido no ano anterior, quando ainda tentava que aquele grupo de pessoas me aceitasse, e não me humilhasse, desde daquilo nunca mais botei uma gota de alcóol na boca.
    Lembrando da época, até era compreensível as pessoas acharem que estava tomando um caminho errado, de drogas e bebidas, pois eu realmente estava em frangalhos, me sentia morto por dentro. Sentimento cultivado pela humilhação e pela injustiça, pois toda a minha tentativa para ser a melhor pessoa possível, tinha sido desconsiderado por um grupo grande de pessoas por causa dos meus problemas físicos e estéticos.
    Aquelas meninas pelas quais tinha “me apaixonado” na época, foram por coincidência as que mais me humilhavam. E de onde eu esperava um conforto, uma mão que me puxasse do fundo do poço, que era através dos meus amigos, todos eles me abandonaram, me deixando sozinho, quando dentro de mim, eu gritava por socorro.
    Nessa época, escrevia de três a quatro folhas por dia sobre meus sentimentos, e toda a depressão que eu sentia. Eu tinha certeza que a culpa devia ser minha, porque se todos se achavam no direito de me humilhar e de me abandonar, com certeza o problema devia ser eu.
    Passei os dois piores anos da minha vida nos dois últimos anos do segundo grau, no último acabei rodando de ano, e tive que fazer um intensivo num curso supletivo pra finalizar a escola. Mas mesmo tendo esse insucesso, me sentia feliz por um tempo, porque a escola havia acabado, e a partir daquele momento eu achava que meus problemas estariam resolvidos. Mas não foi assim.
    A ferida que foi se criando nesse tempo não cicatrizava, percebi que mesmo terminando a escola, a minha vida continuava na pior, não via graça em nada. Porque o sentimento dentro de mim insistia em me dizer que era um merda, que as pessoas não gostavam de mim por minha culpa.
    Mas o segredo para curar esse sentimento é saber focar nas pessoas que gostem de você e conviver num ambiente onde realmente se importam com você. Durante esse período difícil na escola, e logo depois dela, dois fatores me fizeram não pensar CONSTANTEMENTE em fazer bobagem com a minha vida, pois pensei várias vezes: minha família e meu trabalho. Eles fizeram me lembrar que existem pessoas que gostam de você, e que o meu trabalho era muito bem feito, era só resgatar aquele cara que até o primeiro ano do segundo grau estava sempre entre os três melhores alunos da sala de aula.
    Entrei na faculdade, tive muita dificuldade de convivência no começo, mas com a maturidade e a segurança que se adquire com os anos, me formei tranqüilamente, aprovado com louvor no TCC, e agora formado na minha profissão, onde consigo ser um profissional com certo destaque, onde as pessoas, tanto meus companheiros de trabalho, quanto os clientes, reconhecem meu valor, e enxergam aquela pessoa que sempre tentei ser.
    Com o decorrer dos anos, percebi que não era eu o problema, eu era apenas mais uma vítima de um sistema social viciado, onde as pessoas, para esconder suas inseguranças e fraquezas, atacam as outras. E eu, por não saber e por não querer agir dessa maneira, acabei sendo um dos tantos atingidos.
    Apesar de todo sofrimento pelo qual passei, tenho orgulho de que, em todo esse inferno que passei, ter feito mal apenas a mim mesmo, sem ter feito nada para os outros que pudesse me arrepender. E saber que apesar da fase difícil, de revolta e depressão, todos os professores que me deram aula naquela época da escola sentem saudade de mim, e ficam felizes de ver onde eu cheguei, e que muitos professores da faculdade me têm como amigo, e como um bom companheiro de profissão.
    Mesmo com toda a melhora, alguns resquícios desse passado ainda ficaram, principalmente nas relações interpessoais. Tenho muitas pessoas que me relaciono bem, que posso chamar de amigos, mas são amigos de afinidade profissional, não de afinidade pessoal ou sentimental. Desde aquela época na escola não consegui manter relação íntima com as pessoas. Pois apesar de ter conhecido pessoas legais, ainda tenho o pé atrás que elas possam me decepcionar, como aqueles colegas de escola, que eram meus amigos até uma época, e que depois se voltaram contra mim sem motivo.
    Também não quero ser um estorvo para os outros, pois, apesar da humilhação constante da época que me machucava, o pior sentimento era quando eu via meninas que eu era interessado me olharem como se eu fosse um monstro, devido ao meu problema estético. Nunca vou esquecer da reação delas quando viam o rubor que eu ficava, e diante dessa reação o meu rubor se manifestava mais ainda. Isso está cravado na minha memória.
    Atualmente, tenho meu emprego, de onde advém o meu dinheiro para pagar o lugar onde moro, e todas as demais necessidades que possuo. Ao contrário da maioria das pessoas, que entram em depressão quando estão sozinhas, eu desde os 12 anos, só me sinto bem sozinho, ou perto da minha família. Ainda sinto fobia do convívio social em grupo, o único lugar que me sinto bem é no estádio de futebol do meu clube.
    Não vou mentir que algumas vezes apareceram mulheres que me interessaram, que me despertaram aquele sentimento interno de ter alguém do meu lado, de talvez me apaixonar por uma mulher e ter filhos, mas o receio de perceber mais uma vez o olhar de horror que já vi em algumas mulheres, me faz ter o medo de abrir novamente aquela ferida que felizmente ficou no passado, mas que tive muita dificuldade de curar, e que talvez se abrí-la novamente nunca mais se feche.
    Esse medo aumentou quando um dia, quando estava arrumando meu quarto, encontrei os textos que escrevia a mão naquela época difícil, e que fui reler por curiosidade. Mas não consegui, porque apesar de lembrar que me machuquei muito na época não lembro mais dos detalhes, apenas do contexto geral, até porque não quero lembrar, faço força para tentar esquecer. Mas ao reler o conteúdo, comecei a relembrar detalhe por detalhe cada uma das humilhações gratuitas que fizeram comigo na época, então não tive dúvida e joguei tudo fora. Sempre vou lembrar daqueles momentos, que me serviu até como aprendizado, mas ler novamente as memórias vidas daquela momento vai apenas me fazer mal. É por essa razão que não vou ver essa série, porque talvez através dos personagens e da história, eu seja transportado novamente para uma época que não quero mais viver.
    O Jurandir comentou que a escola é uma época horrível, e eu concordo plenamente, eu sou um exemplo claro de um cara que sempre foi de bem com a vida, que gosta de ser gentil, educado e bem disposto com as pessoas nos meus 33 anos. Mas por um período de 6 ou 7 anos, acabou perdendo essa capacidade, graças a humilhação verbal e violência psicológica que sofreu durante esse período. Como falei, acho que não pode focalizar apenas nos homens, pois no meu caso por exemplo, praticamente todo o trauma por qual passei foi realizado por mulheres. O problema são os indivíduos, não o gênero, masculino ou feminino.
    Obs: Desculpe o texto longo, mas se alguém tiver vontade de ler, espero que possa ajudar algumas pessoas, como consegui ajudar na época na comunidade do orkut que eu participave sobre timidez e rubor na face. Apesar de estar com apenas 19 amigos no facebook, não sou fake, sou apenas alguém que não mantém relação direta com muitas pessoas.

    • Bruno Facundes

      Cara, li e entendo o seu ponto de vista.

      Primeiro, a série mostra sim exemplos masculinos como o co-protagonista Clay que é super introvertido.

      Segundo, desculpe, mas os problemas são mais graves conforme o gênero sim. As mulheres tem muito mais dificuldade de se provar do que os homens não só na adolescência, mas a vida inteira.

      Pra ficar nos exemplo da série, uma menina corre sério risco de ser estuprada por qualquer pessoa e que, talvez, isso vai ser tratado como se fosse normal. Um menino jamais vai saber o que é ter medo disso porque simplesmente não acontece pra gente.

      Recomendo demais você ler mais sobre feminismo pra entender que o problema pra elas é muito mais profundo e, a partir daí, ter uma opinião mais fundamentada sobre o tema. Conhecimento é luz.

      • Tiago Farias

        Obrigado por expôr tua opinião Bruno. Está muito bem embasado o teu ponto, mas sou obrigado a discordar de ti. Vários rapazes estão sim propensos a serem atacados fisicamente.
        Talvez no teu caso não aconteceu, para mim também não ocorreu, mas quantos meninos considerados nerds, ou mesmo aqueles que não se enquadram em grupos, são muitas vezes humilhados e espancados por outros caras? Sobre o estupro de uma menina em relação a um menino como tu citaste, é difícil ocorrem, mas quantos garotos que são considerados pelos outros como “afeminados”, são molestados e muitas vezes estuprados?
        No programa os participantes disseram algo muito importante: não existe bullying maior ou menor, só a pessoa que sofre pode mensurar o quanto a humilhação sofrida pode causar de dor, e não cabe aos outros julgar.
        Sei que as mulheres teoricamente são mais frágeis, e correm mais risco, mas o que tenho receio é da generalização que está ocorrendo.
        Antigamente o mundo era dominado pelos homens, o que para mim é e sempre será errado. Mas também não acho que utilizar termos como “empoderamento feminino” seja o mais indicado, pois acredito que dessa maneira a divisão, e a conflito velado entre homens e mulheres na sociedade continuará ocorrendo, a diferença é que a mulher será elo mais forte. E considero isso totalmente errado.
        Chega dessa divisão idiota de gênero, de cor, de classe social! Chega de pré conceitos, o ser humano tem que saber respeitar a individualidade do outro, seja ele quem for ou como for.
        Por muitos anos não contei para ninguém dos meus problemas, porque tinha vergonha de me sentir fraco diante de mulheres, já que sou um homem, e o homem, segundo as regras antigas estabelecidas, tem que sempre ser o mais forte.
        Até que percebi que ter vergonha de sofrer bullying de mulheres não deixava de ser um preconceito meu, pois se acredito que as mulheres devem ter os mesmos direitos que eu, também deve ter os mesmos deveres, e devem também serem responsabilizadas por seus atos.
        É nisso que acredito, que devemos nos despir de preconceitos, e dos clichês que a sociedade nos impõe, para tentar criar um lugar melhor para se viver, onde não existam essas babaquices de regras sociais, que só atrapalham o convívio dos indivíduos.

        • Bruno Facundes

          “Vários rapazes estão sim propensos a serem atacados fisicamente”

          Por outros homens. Nós homens majoritariamente cometemos abusos uns com os outros e, principalmente, com as mulheres. E mesmo assim é um número muuuito menor do que a violência que a mulher sofre não só na adolescência.

          “…mas quantos meninos considerados nerds, ou mesmo aqueles que não se enquadram em grupos, são muitas vezes humilhados e espancados por outros caras?”

          Um menino por ter um comportamento nerd é alvo por ser teoricamente frágil. Uma mulher só pelo fato de ser mulher é alvo. Quantos meninos nerds e que não se enquadram em grupos existem no planeta? E quantas mulheres? Percebe que pra elas a problema é imensamente maior e muito mais urgente?

          “Sobre o estupro de uma menina em relação a um menino como tu citaste, é difícil ocorrem, mas quantos garotos que são considerados pelos outros como “afeminados”, são molestados e muitas vezes estuprados?”

          De novo: um número muito menor do que o de mulheres.Só isso mostra que a mulher como alvo é muito mais pertinente do que o homem.

          “Antigamente o mundo era dominado pelos homens, o que para mim é e sempre será errado. Mas também não acho que utilizar termos como “empoderamento feminino” seja o mais indicado, pois acredito que dessa maneira a divisão, e a conflito velado entre homens e mulheres na sociedade continuará ocorrendo, a diferença é que a mulher será elo mais forte. E considero isso totalmente errado.

          Chega dessa divisão idiota de gênero, de cor, de classe social! Chega de pré conceitos, o ser humano tem que saber respeitar a individualidade do outro, seja ele quem for ou como for”

          Hoje o mundo ainda é dominado por nós homens. As mulheres enfrentam muito mais barreiras do que nós. O empoderamento feminino não prega a supremacia do gênero feminino em relação ao masculino, e sim a igualdade de condições entre os dois gêneros que, como vc disse, antigamente e hoje está muito distante de acontecer.

          E a divisão de gêneros, cor, classe social existe de verdade. É preciso entender as classes menos desfavorecidas para possamos construir uma sociedade, ai sim, cheia de divisões idiotas. Um bom passo para evoluir nesse assunto é se colocar no lugar do outro para tentar entender o que ele passa e ai entrar em diálogo e propor uma solução.

          Quando você diminui a representatividade da dor da mulher na série você ajuda a aumentar essa divisão.

          Sua intenção é ótima. Mas como vc está fazendo, infelizmente, não.

          “Até que percebi que ter vergonha de sofrer bullying de mulheres não deixava de ser um preconceito meu, pois se acredito que as mulheres devem ter os mesmos direitos que eu, também deve ter os mesmos deveres, e devem também serem responsabilizadas por seus atos”

          Concordo. Mas seu caso é excessão. Se a série retrata isso, exclui muito mais gente e uma causa muito mais pertinente.

          “É nisso que acredito, que devemos nos despir de preconceitos, e dos clichês que a sociedade nos impõe, para tentar criar um lugar melhor para se viver, onde não existam essas babaquices de regras sociais, que só atrapalham o convívio dos indivíduos”

          Vamos nos despir de preconceitos e clichês que a sociedade nos impõe? Então vamos falar mais sobre machismo, homofobia, violência física e psicológica na escola e por ai. A série, com todos seus defeitos, retrata isso muito.

          Obs: mantenho os conselhos do comentário anterior.

  • Ricardo Cruz

    Gostei muito cast, embora não tenha gostado da série. Achei longa demais e em alguns momentos chata, pelo fato dos personagens serem vazios como bem falou o Bruno, e não ter um payoff como o Ricardo comentou. Eu me identifiquei com o Clay, pois na adolescencia eu era como ele, introspectivo, poucos amigos, e as vezes até depressivo. Entendo os motivos da Hannah, não entendo o motivo da ser ter sido tão romantizada, e não se aprofundarem em algo que seria interessante, que inclusive esta nos posters de divulgação da série “Why would a dead girl lie ?”
    OBS: Gostaria de saber o nome da musica que toca no fim do cast, achei incrivel.

    • Last Flowers to the Hospital do Radiohead

      • pedro veber

        Esse cast estava recheado de Radiohead. quem ai do grupo que curte?

  • Sauro

    Será que a série é irresponsável?

    A série se chama “13 Razões porque (se suicidar)” ai você pega isso e oferece a milhões de pessoas depressivas

    Irresponsável é você esquecer o dever de casa, isso aí é criminoso.

    • Kaio H. Basso

      Mas oferece tbm pra bilhões de pessoas saudáveis, pra elas pensarem nas suas ações, perceberem que estão fazendo bullyng com alguém, ou dar atenção pra alguém que sofre de depressão.
      Fica aquele questionamento do final de Watchman.

      • Sauro

        Nope, as pessoas em depressão foram atingidas porque estão vulneráveis, as saudáveis não vão nem de longe ser tão afetadas.

        Vocês falam como se uma série da Netflix fosse o ponto de inflexão para um mundo melhor, e a real é que não muda absolutamente nada (p melhor).

  • Francesca A

    O melhor programa do Canal 42. Vários pontos de vistas com argumentos bem fundamentados em ambas as partes. Isso mostra como o ser humano pode ter interpretação diferente de outro por qualquer motivo. E que cada um entende sua dor. Parabéns, galera. Show de bola.

  • Peterson

    Desde que assisti a serie estava aguardando por esse cast e como um ouvinte antigo do rapadura estava torcendo mto pela participaçao da carolina munhoz, grata surpresa, mto bom o cast abordando diferentes pontos de vista, eu gostei da serie msm me deixando mal, acredito que é sim importante para tentar trazer a discussao sobre depressão/suicidio pro mainstream.

  • Vinicius

    Um menino de 19 anos do meu prédio cometeu suicídio após ter visto a série.

    • Paloma R F

      Que triste :/

  • Benedito Portela

    Oi, assim que saiu a serie, fui assistir, vi logo 5 episódios, e o resto foi dividido na semana, achei muito interessante, acho que poderia ter os episódios mais curtos! Num momento eu pensei, esta menina não morreu, ela é muito esperta, deve ter combinado com o tony e os pais para dar uma lição nos “amigos” da escola, mas é quase sempre assim, pessoas que vc nunca pensaria, com uma vida relativamente boa e acabam cometendo o suicídio! Não gostei da cena na banheira, muito forte, muito explicita, poderiam ter feito mais não subjeção, mas o que mais me espantou foi, o quanto os jovens estão ficando cada vez mais “longe” dos pais, criam uma barreira, é quase como se ter estranhos em casa, muito triste isto, tenho 43 anos e passei sem problemas no colégio, sempre contava tudo para meus pais, nunca deixei esta barreira crescer, e ate hoje minha mãe se importa muito comigo, chega as vezes até ir para médico comigo, e as pessoas ficam falando, soltando piadas tipo filhinho da mamãe, mas não ligo, prefiro que seja assim do que país omissos! Com tudo que foi falado no cast, ainda acho muito valido a serie, e foi uma boa discussão! Valeu!
    Bené
    Fortaleza

  • Felipe Bezerra

    Tento muito, mas muito mesmo, não criticar, ainda mais pelo fato do Ricardo se achar perseguido, não critico aqui as opiniões, mas cara, a falta de coerencia e emaptia(algo que até o Bruno comenta) dele nesse episódio foi demais, além de supostamente passar uma arrogância(não posso afirmar, não o conheço, mas que parece…). No mais parabéns pelo episódio, várias opiniões distintas à cerca da série, relatos emocionantes, tanto da Carol como dos ouvintes… Parabéns!

    • Paulo Machado

      A arrogância irritante dele virou uma característica – quase um item de marketing. Ele vai ficar cada vez pior com o passar dos anos.

  • Ulysses Junior

    Vai ter cast de the get down parte 2?

  • El Luchador

    Apenas passando pra dizer que o Tony é o meu personagem favorito.

    O único centrado naquele caos sócio-comportamental que envolve os personagens.

  • Roni Mendes

    Boa noite pessoal do canal 42, primeiramente vou parabenizar você por mais um ótimo cast, que por sinal me deixou tão incomodado quanto fiquei quando assisti 13 reasons why, me fez refletir novamente sobre esse assunto tão delicado, e que me fez perceber que já estive nos dois lados dessa mesma moeda. Primeiramente gostaria de expor minha opinião em relação ao Ricardo:
    Confesso que fiquei com medo de ficar decepcionado com você, antes de ouvir o cast já tinha assistido seu review em seu canal, e já sabia da sua opinião em relação à obra, mas devido a situação em que você se encontrava (de estar no meio de pessoas que acharam a série ótima) e do crescente hate em cima de suas opiniões e consequentemente em cima de você, cheguei a pensar que deixaria de lado suas críticas, o que felizmente não fez. Assumo que não concordo completamente com o seu modo de ver a obra, mas mesmo assim entendo os seus whys e agradeço por me possibilitar obter uma percepção mais ampliada sobre a mesma, pois algumas de suas opiniões vão diretamente de encontro com as minhas e me fez realmente refletir profundamente.
    Me comovi e me identifiquei com a situação da Carol

  • Assistindo o último @canal42podcast tive certeza de que eu discordo totalmente de Ricardo Rente e acho ele insuportável

    • Paulo Machado

      Ele é insuportável em 80% dos casts em que participa…

  • Luis Fernando Mendes

    Excelente cast. então, eu acho que a série me passou sim sentimentos que fazia tempos que eu não tinha, claro que nenhum deles foi de suicídio, mas por exemplo, eu já fui um Buller e ja sofri Bullyng – Inclusive já disse isso em vários e vários canais – mas foi na parte dos “porques” que a série mexeu e muito comigo, e veio esse sentimento de “Será que ainda hoje eu seria um imbecil tipo o Alex, sacrificar meus amigos, meus gostos so pra aparecer”, e é triste imaginar ainda hoje no mundo todo essa quantidade e obrigação de existir Alexs. Eu concordo que a série não pode ser vista por pessoas que sofrem de Depressão profunda por exemplo, acho também que a série pegou muito pesado na personagem da Hannah, realmente tinha mil maneiras de ela sair viva, e quanto ao suicidio tenho que discordar do Ricardo, sinceramente esse foi O MAIS CHOCANTE QUE EU JÁ VI. Não tem um The Smiths da vida de fundo pra romantizar a cena, não há cortes, é explicito e deus sabe como chorei nessa cena pela personagem, tudo isso pra mostrar o quanto é terrível o sucidio, e olha que conheço 2 amigos que desistiram de se matar graças a esta cena.

  • Renato Santos

    Nossa, deve realmente ter sido terrível sofrer lá nos EUA sendo de uma família com dinheiro e por ser wicca… não imagino o sofrimento… dificil se colocar no lugar de alguém q passou por isso. Acho que estar preocupado se iria ter o que comer na hora do lanche tirava o foco de problemas tão mais sérios.
    Quando tinha 14 passei por maus bocados na escola, vontade de me matar não tive não, mas tinha de matar os agressores, jamais pensei que a culpa era minha ou q eu deveria pagar por algo q faziam comigo, será q sou uma pessoa doente?
    Ainda hoje tenho pensamentos assim, se alguém faz mal a mim porque eu que teria q sofrer esse mal duas vezes? O mundo realmente não é para os mais fracos.

  • Renato Santos

    Ricardo, vi seu video da série antes do podcast e concordo com muita coisa que vc falou, (e olha q não gosto quando vc fala “os the others”) mas acho que vários pontos da discussão foram confundidos entre o emocional e o técnico. As vezes vc estava a falar de coisas de roteiro, desenvolvimento etc. e a opinião que vinha contrária era baseada em subjetividade, confesso q tive pena de vc estar ouvindo algo q ia de contra a tua opinião sendo q não era baseada no que vc estava tentando explicar.
    Bruno muitas vezes sendo o salvador da pátria pois ele entende muito de cinema e afins, mas fica dificil falar de algo sendo sem estarem falando na mesma língua (no caso vc e a esposa do dracon)

  • Jonas Picholaro

    Qual a musica está tocando perto de 51:20 minutos? Alguem sabe? sempre procurei saber o nome dessa musica.

    • Bruno Costa

      MÚSICAS TOCADAS NESTE EPISÓDIO
      Abertura:
      Funk Monks – Red Hot Chilli Peppers
      Power of Equality – Red Hot Chilli Peppers
      Bloco 01:
      Thank You – Alanis Morissete
      Selena Gomez – Only You
      The Night We Met – Lord Huron
      More Than Gravity – Colin & Caroline
      The Japanese House – Cool Blue
      Mess is Mine – Vance Joy
      Windows – Angel Olsen
      Asleep – The Smiths
      Going Home – Gileah Taylor
      Into the Black – Chromatics
      Hallelujah – Jeff Buckley
      Roads – Portishead
      Knockin On Heaven’s Door – Antony and the Johnsons
      Falling Down – Muse
      Viena – Ultravox
      A Little Too Much – Shawn Mendes
      Convergence – Thirty Seconds to Mars
      Runningt to Stand Still – U2
      Trouble – Coldplay
      Bloco 02:
      Lullaby – The Cure
      Please, Please, Please Let Me Get What I Want – The Smiths
      Til It Happens to You – Lady Gaga
      Bookends – Simon & Garfunkel
      No Suprises – Radiohead
      Breathe Me – Sia
      Work – Charlotte Day Wilson
      Tempo Perdido – Legião Urbana
      Everybody’s Changing – Keane
      Fix You – Coldplay
      Goodbye My Lover – James Blunt
      Please Don’t Go – Stephanie Rainey
      How to Disappear Completely – Radiohead
      Encerramento:
      Last Flowers to the Hospital – Radiohead

    • Bruno Costa
  • Daniel Souza

    Eu tenho várias ressalvas em relação a série como produto de entretenimento mesmo, onde a inverossimilhança foi o ponto principal que me tirava daquele universo. Vou enumerar pra ficar mais fácil de acompanhar:

    1- Todos eles são pessoas lindas. Até o cara com uma condição social mais baixa (Justin) tem o visual de um modelo. Eu não conseguia comprar esse mundo meio CW onde todos são extremamente belos, simplesmente não espelha a realidade.

    2- Enquanto estudante de Psicologia eu devo dizer que a omissão da presença de profissionais da saúde mental é preocupante. Quando ela busca uma ajuda profissional, e o conselheiro se mostra extremamente incompetente, a mensagem da série é de que a pessoa com ideação suicida não tem nem o suporte profissional como amparo. Além de não deixarem claro se o Clay ou a Hanna sofrem de alguma psicopatologia como transtorno depressivo/ansiedade. Não há menção a alguma ajuda que o telespectador pode procurar caso se identifique com a história, e por ai vai. A série joga esses temas no colo de adolescentes telespectadores e espera que eles se virem.

    3- Ao meu ver as fitas não são utilizadas pela Hanna pra transmitir uma mensagem e sim como instrumento de vingança, a partir disso tem alguns desdobramentos como por exemplo o Clay falar no final da série que o modo de tratar e ajudar o próximo precisa melhorar, porém, antes disso, tira uma foto do fotógrafo e espalha por ai como forma de se vingar. Ou seja, ele que tanto condenou os “porques” acaba se tornando um “porque” de outra pessoa. A total falta de menção aos pais da Hanna na fita também incomoda, em nenhum momento eles são retratados como figuras coercitivas ou que ela não pode contar como apoio, e mesmo assim é dessa forma que ela os trata.

    4- Algumas fitas são uma forçação de barra sem tamanho como a da Sheri (sério que uma placa derrubada causou a morte de alguém?) e a do Zach. A do Zach merece destaque pois mostra um problema central da personagem da Hanna: Ela não se implica em nada em momento algum. Tá sempre querendo que os outros intervenham por ela.

    5- Esse ponto é onde o negócio me pegou de fato: Mesmo o Justin sabendo que o melhor amigo dele ESTUPROU a sua NAMORADA, ele ainda continua convivendo e rindo com ele, e por tabela permite que a vítima também conviva com seu abusador como se nada tivesse acontecido. Isso pra mim é surreal. Ninguém no mundo teria esse sangue de barata a ponto de sorrir e brincar normalmente com o estuprador da sua namorada. Depois eles até tentam justificar, uma justificativa que seria plausível para ele não denunciar o Bryce, mas não para continuar uma convivência e passar por cima de um estupro como se tivesse sido apenas um desentendimento entre amigos. Isso é bizarro.

    6- A relação do Clay com a mãe é totalmente surreal. Nenhuma mãe ouviria o filho falando sobre dúvidas em relação a coisas pesadas que insinuam um envolvimento em algo perigoso e deixaria isso pra lá. E não há qualquer razão plausível pro Clay não falar das fitas logo de cara pra ela.

    É basicamente isso, o Juras resumiu bem quando disse que a série é mais importante do que de fato boa.

  • Roger de Assis

    Não gostei do Cast, um dos motivos foi a falta de interação com os comentários enviados via Whats, e o mais importante, fez muita falta um especialista no programa, gosto muito do canal, mas pra esse cast dou 03 de 10.

  • Wagner Moreira

    Olá Equipe do Canal 42!
    Gostaria de Agradecer por colocarem o meu áudio no vídeo.
    Meu Namorado também ficou muito feliz.

    Acredito que este foi um podcast muito bom, varias opiniões diferentes e com pontos de vistas diferentes.
    Fiquei feliz com a agregação da discussão sobre a comunidade LGBT e sobre os pais da Courtney na série, também gostaria de um aprofundamento neles na segunda temporada e na família do Tony, como dito no cast não ficou claro se eles sabem que ele é gay.

    Eu e meu Namorado temos um canal no Youtube, onde gravamos sobre temas nerd, ciência, filmes e podcasts.
    Para aqueles que gostarem de conferir segue o Link:
    http://www.youtube.com/user/WagnerDarkDragon/featured

    Parabéns pelo trabalho e estou a disposição!

  • William M. Veloso

    Gostei do cast, achei importante as opiniões de todos, até pq curti bastante a serie, reconheco alguns defeitos dela, mas relevo alguns pela importancia que acho que ela teve, principalmente pelo tema abordado. Infelizmente discordei de boa parte das opiniões do Ricardo, achei que nesse cast ia mudar minha opinião referente a ele, mas chegou na parte final do programa e e realmente não concordo em praticamente nada com ele. É uma coisa triste, pois curto muito o formato e os participantes mas algumas opiniões dele me tiram a vontade. Foi um ótimo programa, sobre uma ótima série (na minha opinião).

    • derty maelany

      Você quer ver o filme de melhor qualidade em 2017? Você pode começar aqui VIDNOWMOVIES.BLOGSPOT.COM
      Foi quando eu comecei

  • Paloma R F

    Minhas opiniões bateram muito com as do Ricardo, acho ele super necessário ao cast, justamente por ser do contra, e achei que faltou mais criticas a serie.

    • Benedito Portela

      tb acho o Ricardo fundamental, apesar de as vezes não concordar com ele, acho que ele deve participar sim, é o contra ponto! Fico triste como o povo é muito duro com ele, não entende que se trata de gente, tem seus acertos e defeitos!

  • Henrique Silva

    Eu tive uma amiga próxima que cometeu suicídio, me emocionei muito assistindo a série é ouvindo o cast

  • Michael Pereira

    Nossa, desculpa, eu achei o Ricardo foi completamente desconexo durante o Cast. Eu não vou nem tentar explicar e rebater Ponto a ponto.
    O que eu posso dizer é que estou passando por um momento muito ruim e a série me fez meio que acordar de um torpor, e me incentivar a procurar ajuda. Nem de longe senti a série glamurizando o suicídio, muito pelo contrário. Todos os episódios tiveram momentos me fizeram chorar.

  • Marllon Romualdo

    Comecei a ouvir, terminei a parte sem spoiler (que aliás deu um mega spoiler falando sobre o estupro), deixei no pause e fui assistir… Como para antes do último episódio? Preciso dormir, trabalhar, essas coisas sabe….
    Quando terminar, de assistir a série e de ouvir o episódio, volto aqui…

    • Gyselle P. Teixeira Correia Li

      Tecnicamente a própria Netflix entrega esse spoiler, antes de começar o episódio ela já avisa que terá cenas fortes e chocantes de estupro.

  • Chanadorge de Mendonça

    esse episodio só me mostrou com o o Ricardo se contradiz durante o podcast todo, por isso o pessoal não gosta muito dele, ele foi muito incoerente…

    • Paulo Machado

      O cara é especialista em se esquivar de argumentos – principalmente se é alguém rebatendo algo que ele fala rs. Triste.

  • fcavalli

    Pff, se o Ricardo Rente acha que jogar videogame é perda de tempo, o sujeito não passa de um ignorante, tá perdendo várias experiências de vida que só são possíveis naquela mídia.

  • Mano. QUE PODCAST, muita qualidade, boas opiniões. O programa sobre breaking bad foi o melhor até hoje mas esse foi o que mais aprendi e vou levar coisas pra minha vida, obrigado por isso meus amigos.

  • Walisson Andre

    Ola podcasters do Canal 42,
    Apesar de não ter assistido o seriado eu gostaria de fazer uma
    recomendação sobre Sangatsu no Lion que é uma animação japonesa (anime)
    que passou entre outubro de 2016 e terminou em março de 2017 e conta a
    historia de Kiriyama Rei que tem 17 anos e é um jogador profissional de
    shogi (uma variação do xadrez ) , Kiriyama Rei perdeu a sua família em um acidente quando era
    criança. Mora sozinho por causa de problema com a sua familia adotiva, e
    não tem quase nenhum amigo.Ele sofre de quase os mesmo problemas da
    protagonista do 13 Reasons Why (tirando a parte do estupro) mas decidiu
    seguir em frente com a sua vida.

  • Michelle Araújo Silva

    Estou escutando esse podcast agora e já vi algo que discordo profundamente. Sei que os temas tratados na série são importantes e tem que ser discutidos para fins de conscientização.

    No entanto – isso falando baseado em minha própria experiência, que já passei por tudo que é mencionado na série – não é bom meio que forçar uma pessoa à ver algo que ela sabe que vai ser gatilhos para lembranças desagradáveis e dolorosas.

    Falando por mim, decidi não ver a série pq sei que eu não ficaria em lugar mto bom, mental e emocionalmente falando e que isso poderia causar uma recaída em hábitos prejudiciais que luto todos os dias para não voltar à eles.

    Para citar um exemplo, uma cena em As Vantagens de Ser Invisível me causou uma crise de pânico em meu local de trabalho pq tive um flashback mto intenso e toda a dor e o sofrimento que passei me atingiram como uma locomotiva desgovernada, como se eu tivesse passando por tudo aquilo de novo naquele momento.

    Então, por mais que esses temas sejam importantes, falo para quem já passou por uma ou mais situações tratadas na série: se vc te receio de ver a série por medo de trazer à tona lembranças dolorosas que irão servir de gatilho para coisas não mto boas, não assista. Seu bem-estar psicológico e emocional é o mais importante.

  • Felipe Nogueira

    Esse discurso dos podcasters que alguem vai ajudar. Que alguma pessoa vai te ouvir e que um milagre divino irá fazer os céus se abrirem e vir até você. Mano, vão tomar todos vocês no cu. Eu já tentei o suicido 2 vezes, na primeira falhou e na segunda tentativa eu até que morri, mas acordei por algum azar maldito. Não existe ajuda. Não existe instituição que ajude pessoas ferradas e com milhares de problemas mentais como eu, não existe luz no fim do túnel. O jeito é esperar que alguma outra coisa me mate, te mate ou mate alguém. Pode ser uma falácia, mas nunca vi um morto reclamar da vida. Vocês ficam pagando de “entendedores”, de “intelectuais”, vocês são porra nenhuma, são carne e sangue que em alguns anos vai virar osso e pó. Tudo o que vocês foram ou fizeram não vai ser mais importante do que eu fiz. A pequena memória de vocês, vai trazer dor e tristeza, enquanto eu que nunca fui nada, vai trazer nada. Desistam, a vida é uma bosta mesmo, algum ser divino sádico fez essa merda pra se divertir enquanto come pipoca e toma uma coca-cola.

  • Edgar Felix

    Nunca comentei em nenhum dos 15 podcasts que eu escuto, acho isso mancada, mas estamos aí pra sempre melhorar como pessoas. Mas quando ví esse podcast na time line do canal42, eu emiti um suspiro que foi ouvido por todos da minha sala onde trabalho srsrsr. Caras, vcs não sabem o quanto essa série me tocou. Ah!!! a propósito, ainda nem escutei o podcast, mas tenho certeza que está ótimo, pois curto muito o podcast de você, parabéns pelo trabalho, amo vcs!

  • Edgar Felix

    Bom… Acabei de ouvir o episódio, e terminei de ver a série achando que todos teriam que vê-la, mas agora, diante dos argumentos expostos no episódio, concordo com a conclusão do cast, acho que as pessoas tem que procurar ver a série em momentos que estão se sentindo resolvidas e que não estejam passando por alguma situação complicada, mas isso não tira a abertura que a série dá para ser aberta a discussão e isso é muito positivo. Obrigado e ótimo trabalho!

  • Thiago Cachuço

    Gostaria de lhes parabenizar pelo excelente trabalho. Eu sei que vocês devem receber muitas críticas, então gostaria de transmitir o meu apreço. Eu convivo num ambiente social em que meus amigos, colegas de trabalho e familiares, não são amantes da cultura pop como eu. Então não tenho muita oportunidade de dialogar, ao menos de forma mais aprofundada, a respeito desses assuntos. Assim, para mim é uma imensa alegria quando, pela manhã, eu saiu para correr, coloco meus fones de ouvido e escuto o Canal42 ou o RapaduraCast. Vocês se tornaram meus companheiros de corrida. E as conversas são tão imersivas que é como se eu fizesse parte da discussão. É isso… novamente obrigado e continuem fazendo esse trabalho que, para tantas pessoas como eu, é muito relevante.

  • Doug Araújo

    neste episodio do 42, minha opinião esta quase que igual ao do Sr. Ricardo, mas não sou mulher e não tive a vivencia das convidadas, se a serie tivesse me mostrado a Hannah como um personagem passivo eu teria aceitado a cena do estrupo, mas a serie mostrou um outro ponto com a Hannah tomando atitude com a Sherry e o Clay de forma veemente, como Bryce nos 2 estupros nâo. A serie me mostrou mais todos os personagens preocupados mais em proteger o Bryce do que outra coisa, até a Hannah protege ele não contando com relação aos estrupo. Descordo devesse haver a fita 13 do Potter e uma fita que deveria ter seria a dos pais. Abraços senhores do 42!!!

  • Davi Majoris

    Eu nunca concordei TANTO com o Ricardo Rente num podcast.
    Concordei com 90% do que ele disse.
    Acho que a maioria ficou com muitos​ panos quentes sobre o assunto, e ele foi o mais sensato e pulso firme sobre o assunto!

    Parabéns!

  • Jhonathan Francioli

    Então a garota vai pra casa de um cara que ela sabe que é um estuprador e pra terminar, ela entra na banheira dele? é isso mesmo? Se for, que roteiro hein… passo longe.

  • Paulo Machado

    Vc sabe quando alguém é um machista, quando ouve as opniões e atitudes. O Ricardo uma hora fala que não é machista, que acha isso tudo absurdo, e logo em seguida expõe argumentos que mostram claramente que o ponto de vista dele é machista. Logo em seguida, quando as mulheres do cast apontam, ele simplesmente “muda”, disfarça como se concordasse… Ninguém reparou nisso?
    Outra: ele fica se fazendo de vítima como se isso justificasse os argumentos dele – “Como eu sofri muito, os motivos dos outros são banais˜. O cara é muito irritante. Como sempre.

    • Felipe Bezerra

      Exato! Mas se falar algo é pq vc é hater…e bla bla bla

  • pedro veber

    Concordo com o Ricardo. A mensagem que a série passa é ótima para abrir discussão deste assunto tão polêmico. Mas como série, não curti. Muito mal construída.

  • Daniela Baroni

    Toda vez que o Ricardo abria a boca eu balançava a cabeça e falava “SIM, MANO!”. A série é super perigosa e irresponsável.

  • Willian Urso

    Eu não sou do tipo que gosta nem concorda com xingamentos em comentários, já que atrás de um dispositivo, é tudo muito fácil… Bom, mas mesmo assim, CALA BOCA RICARDO! Mano, cê tem várias opiniões bacanas em diversos podcasts e em muitos, as “discordâncias” fazem um bom equilíbrio, mas tem vezes que fica insuportável a chatice! Às vezes quer achar erro em tudo! Mano, as garotas dando diversos exemplos do que sofreram, e ele falando que “aaah, é drama demais, aaa a série glamoriza isso, ah não sei o que aquilo, blá blá blá me incomodou”… Parece que é só pra ser um Beto Estrada da vida; ser do contra de tudo pra ser o babaca da internet, o marrentinho…

  • Alan Zim

    (((SPOILER)). Vocês estavam falando das falhas e desonestidade da serie,e eu lembrei da cena do monte,quando o Clay diz que nunca viu alguem morto ou morrendo,mas ele estava no acidente de carro do amigo dele.
    Eu concordo com o Juju,a Hanna foi muito cruel com o Clay.
    Cara,sabe o que é foda? Tirando o estupro,eu conheço 2 garotas que passaram pelo mesmo que a Hanna passou.
    Poh,Juras,essa musica do Legião é covardia hein,chupa,Evandro! Kk

  • adjonas lima gomes

    Nossa sensacional, vc ver a série e amadurece . Vc cresce muito em pessoa e alma. Mudou muito conceito meu, série que todos deveria assistir sem dúvida.

  • Dill Teles

    O podcast foi maravilho… a presença da Carol e da Ana foram fundamentais, porque, por mais que vocês (homens héteros) se sensibilizem, vocês não sabem o que é passar por esse assédio, de ser inferiorizada, ser tratada como objeto e outras situações bizarras que nós mulheres passamos desde a nossa existência.

    Eu, ouvindo o podcast, conversava com vocês dentro da minha cabeça, concordando e discordando. rsrs
    E queria levantar uma questão que foi apontada como falha série, que é o fato de não se perceber na personagem da Hannah a evolução da depressão, porém como também foi muito bem observado, as cenas são mostradas sob o olhar do Clay tentando reconstruir o que foi vivido pela Hannah, logo ele e nem ninguém percebeu o sofrimento dela, tudo foi levado como um drama de adolescência, e por mais que o Clay tenha tentado remontar as passagens sob o olhar da Hannah, ainda era o olhar do Clay saudável, ele tinha a empatia pela angústia que ela sofria mas não conseguia sentir o mesmo porquê ele não passou por aquilo, não era uma vivência dele.
    E ao contrário de vocês, que acharam ruim o fato dessa evolução da depressão não ficar evidenciada e que os outros motivos, além do estupro, não eram o suficiente para ela se matar, eu achei uma sacada genial, porque é o que acontece na realidade. Nós não percebemos!!!!! Sempre achamos que os motivos são superficiais, que a situação do estupro é uma desgraça, é… mas supere, outras pessoas superaram!! E não é assim, no final terminamos sendo que nem o Sr. Porter!

    Outra coisa que vocês deixaram um pouco de fora, foram os fatos, fitas, em que ela se sentia culpada, não apenas “acusando” o Clay, o Justin e a Sheri, mas também se culpando pelos fatos ocorridos, o sofrimento não veio só dos bullying mas também da própria consciência dela e dos remorsos que sentia.
    A fita do Clay, não entendi como se ela o estivesse acusando, mas sim como um questionamento para ela própria.

    Enfim, vou parar por aqui. 🙂

  • Carlos Alberto

    Cara quanto a crítica do Ricardo sobre a Hannah querer andar com o grupo de pessoas ruins,eu já sofri bullying no colégio por um grupo de caras que eram os populares e eu queria andar com eles justamente com o pensamento de ” se eles virem que eu sou legal e eu me tornar amigo deles,vão parar de pegar no meu pé”. Hoje eu vejo que é uma atitude estupida,mas para quem está sofrendo no momento não é. Concordo em parte sobre a questão de a série não ser a mais indicada para pessoas que estejam com problemas psicológicos pois podem servir como gatilho para elas cometerem suicídio.

  • Otávio Casarin

    Sinceramente, eu não aguentava mais ouvir o Podcast, mas não por conta do Ricardo, muito pelo contrário, por conta dos outros participantes que para qualquer ponto que o Ricardo aponta, já condenava e não o deixava terminar o raciocínio. Para qualquer coisa que ele dizia já vinham com “mas eu passei por isso”, “mas ela era uma adolescente”, “mas você não sabe do que ta falando”. Trataram a personagem da Hannah como uma personagem sem defeitos, que para qualquer ação que não fazia sentido dentro da narrativa era o “mas você não sabe o que passava”. Cada um tem seus problemas e cada um lida com isso de maneiras diferentes, certo, mas a série passa uma mensagem pra quem assiste de fora, e ver a personagem tomar certas atitudes é quase intragável. Primeiro, ela entrar numa festa na casa de um psicopata que ela presenciou ele estuprando uma amiga, mais do que isso, entrar na banheira, ver a festa ir embora e continuar ali. Segundo, fazer 13 fitas apontando, para cada pessoa, colocando culpa sobre elas, dizendo diretamente o nome delas e afirmando “você matou Hannah Baker”. Terceiro, dizer para o Clay ir embora da cama, ele, assustado, vai e logo depois condená-lo por ir e não só isso, colocar ele como um dos motivos dela ter se suicidado, colocando ele no mesmo patamar de um cara que estuprou ela e a amiga e jogar a culpa pra um personagem que foi o único que estava ao lado dele, isso foi o maior absurdo dessa série. E fico triste por ver tantos comentários de gente que não aguenta ouvir uma opinião contrária, como sempre acontece com o Ricardo tanto aqui como no canal dele no Youtube, se esse Podcast não tivesse a presença dele, eu teria largado mão nos 30 primeiros minutos, o único que consegue apontar o dedo pra defeitos em séries tão aclamadas por poucos motivos. Parabéns Ricardo.

  • Alexandre de Paula

    Melhor decisão da história do Canal42 foi trazer as meninas para o cast! Elas adicionaram a realidade do ponto de vista feminino que enriqueceu demais a discussão.

    Já o Ricardo…cara, empatia ZERO. Na moral, certamente ele seria o cara que não estenderia a mão pra alguém que precisasse. Certamente ele seria o cara que falaria que é frescura, que não é motivo pra depressão, que não é motivo pra tirar a vida.

    O maior erro de qualquer pessoa é achar que todos devem reagir aos acontecimentos de uma mesma forma.
    Cada um tem uma experiência de vida diferente. Cada um enxerga o mundo e seus impactos de forma diferente.
    A forma como eu sou criticado pela minha mãe tem um efeito muito diferente da forma como você é criticado pela sua. A forma como eu recebo um elogio, é muito diferente da forma como você recebe (até mesmo, pois eu sempre acho que os elogios são falsos, apenas pra me animar, já que tenho uma auto-estima tão baixa).
    A forma como eu vejo um amanhã melhor, pode ser muito diferente da forma como vocês veem. Inclusive, pode ser que eu não consiga ver.

    Estou dizendo isso apenas que todos venham a abrir a mente, e parar de exigir que as pessoas respondam às situações da mesma forma que nós.

    E reflitam: é MIL vezes melhor você se preocupar com alguém atoa, do que não se preocupar e acabar perdendo a pessoa (seja pra tristeza, seja pras drogas, seja pra morte).

    E por fim, vi que o pessoal não entendeu o peso que o Clay sentiu ao ouvir a fita dele. Talvez, vocês nunca tenham amado tanto uma pessoa e depois sentido a dor INACREDITÁVEL de se sentir responsável de não ter ajudado ela quando precisou. De ver que ela tomou um rumo terrível e você sentir que poderia ter feito algo, e não fez. Sentir remorso por não ter insistido mais. Se sentir O responsável pela queda da pessoa.
    Pra mim fez TODO sentido o Clay sentir aquele peso.

    Bom, eu poderia comentar muitos outros pontos que discordei, mas já falei demais.

    De qualquer forma, obrigado Canal42 pela ótima discussão.

  • Lucas Da Silva Biava

    Não terminei de ouvir o podcast, mas gostaria de fazer uma critica ao Ricardo.
    Ele mencionou no primeiro bloco que a Hannah não tinha motivos para se matar. Eu penso que só o estupro já é motivo mais que suficiente.
    Claro que ela deveria ter feito mil outras coisas antes de se matar, que ela poderia ter tido outras escolhas, mas ela não teve. E muitas outras pessoas que se matam também não tem.
    Então, ela errou, mas acho que teve motivos para errar e não foram só treze.
    Então Ricardo, eu gosto de você, acho que você tem umas opiniões maneira e uma história de vida muito inspiradora. Acho que você sofreu tanto ou mais do que a Hannah em certos momentos da sua vida.
    Mas não tem como um homem, e eu me incluo nessa, entender o que é uma menina VIRGEM ser estuprada.

  • Aleson Wagner

    alguém sabe o nome da musica que toca no final do cast?

  • Gabriel Cruz

    Queria pontuar aqui que a trilha sonora do cast foi MUITO BOA e combinou bastante com o tema

  • Adriano Couto

    Escutei o programa quando saiu e essa semana ouvi novamente durante uma viagem. Excelente! Todas as opiniões foram de importância! E a participação de Ana Paula e Carolina foi ótima!

  • Alessandro Ricardo Souza

    Um dos maiores problemas de tudo isso é a MINIMIZAÇÃO que algumas pessoas fazem das razões ou motivações da Hannah. Foi dito no cast que teve outra série com “motivações mais interessantes”… Sério isso?! Motivação tem que ser interessante para ser válida? Para ser tida como “OK, eu aceito”?
    Deve-se entender uma coisa: Quem tem depressão enxerga o mundo de uma forma diferente de você pessoa “normal”. Se você, pessoa “normal”, agiria de forma diferente nas situações que ocorreram com a Hannah… esse é você, não é ela. Você é normal, ela é depressiva/doente.
    Errado e muito errado é minimizar as razões e motivações dela. O que para nós, “normais” é coisa pouca, bobagem, não justifica, blá blá blá… pode ser o fim do mundo para uma pessoa depressiva/doente. Dizer que isso ou aquilo não é uma razão ou motivação… chega a ser uma ofensa para uma pessoa depressiva/doente. É a mesma coisa que dizer que é bobagem, frescura, etc.
    (Deixo claro que não estou defendendo a atitude final dela em cometer o suicídio. O que estou fazendo é dizer que não podemos e não devemos minimizar as razões.)
    Comentaram ainda que ela foi apática em algumas situações… mais uma vez: Ela era uma pessoa depressiva/doente, enxergava o mundo de outra forma.
    Apenas uma pessoa depressiva/doente, que passou por isso, que convive com alguém assim, ou que trabalha com isso, pode falar com propriedade do assunto.
    Outra coisa, mesmo que você tenha passado por uma situação semelhante, você não entende a dor da outra pessoa. NINGUÉM PODE ENTENDER A DOR DA OUTRA PESSOA, somente ela mesma. Porque você não é a outra pessoa. Você é você, ela é ela.
    Na cena em que a Hannah não quis fazer sexo com o Clay… Ela empurrar ele daquele jeito e não querer e tal… é um comportamento absolutamente normal de alguém que já teve alguma situação anterior (trauma) relacionada ao sexo. Saibam disso.
    Foi dito no cast que a série foi teatral ao apresentar razões bobas que não justificam chegar ao suicídio. Confesso que no começo eu cheguei a pensar nisso também. Até que pensei: “O que sei eu sobre depressão para julgar? (sim, julgar)”. Aí, eu pergunto:Teatral? Ao meu ver ela foi tão real na sua simplicidade, que até assusta. E foi justamente por essa razão que não foi “compreendida” pela maioria (ao que parece é maioria). Maioria essa que é “normal”, não é depressiva/doente. Logo, não tem prioridade para falar sobre.
    As meninas do cast tentaram várias vezes “justificar” as ações (apáticas, bobas, inocentes!!??) da Hannah, mas parece que não foram compreendidas pelos demais.
    Vários comentários sobre a série demonstram que essa FALTA DE COMPREENSÃO existe e é muito presente. Mesmo que não intencional. E esse é outro problema também a ser tratado. Às vezes, a apatia demonstrada por alguns acaba não sendo real. Porque em vários ou muitos casos, tem um julgamento por trás.

  • Gabriel Clovier

    Sensacional cast, parabéns galera!

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